Nossos bisavós já sabiam

Ao contrário do que se possa imaginar, a importância de uma boa manutenção / inspeção preventiva, não está apenas, ou principalmente ligada à segurança (estabilidade) das edificações. Exceto em alguns casos específicos (como os dos prédios tipo caixão), desabamentos de edifícios são relativamente raros, deixando as estatísticas a favor dos síndicos e administradores, sendo comum notarmos (de forma aberta ou camuflada) na mentalidade de algumas administrações, a filosofia “... o prédio não vai cair por conta disso.”, dando a impressão de que só deveremos ir ao médico quando estamos em risco de morte.


Na verdade, nossos bisavós já sabiam que “é melhor prevenir do que remediar”, na engenharia de manutenção esta afirmação é absolutamente verdadeira, e estamos nos referindo a um racionalismo básico, mostrando que se exercitar é mais barato do que remédio para pressão alta, que uma razoável dieta nos traz menos transtornos ou limitações do que possuir diabetes.


Como foi dito anteriormente, não se trata apenas de um risco a desabamento, mas é fato, que ausência de manutenção ou inspeções preventivas irão permitir que problemas simples tornem-se relevantes, e posteriormente os relevantes se tornem graves, ou como prefere dizer o IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliação e Pericia): um risco mínimo, se torna um risco regular, que por sua vez pode se tornar um risco CRÍTICO, sendo importante aqui transcrever literalmente a definição de risco CRÍTICO : “É aquele que provoca danos contra a saúde e segurança das pessoas e meio ambiente, perda excessiva de desempenho e funcionalidade causando possíveis paralisações, aumento excessivo de custo, comprometimento sensível de vida útil e desvalorização acentuada.” Os grifos acima são do autor, afinal quem trabalha com manutenções prediais sabe que é um fato inquestionável que o aumento de custo da intervenção é a mais certa consequência de uma negligência em manutenções / inspeções preventivas.


Uma simples infiltração gera corrosão de armadura, essa corrosão quando incipiente, geram fissuras no concreto, paralelas as barras, esta manifestação patológica pode ser tratada de forma relativamente simples e pontual, porém a não intervenção gera complexidade da solução e consequentemente oneração dos custos chegando a ser necessário troca de barras de aço, interdição e  ou escoramento de áreas, dentre outras ações mais complexas. 


Ausência de manutenção em fachadas gera a princípio, apenas vulnerabilidade de penetração de umidade quase sempre através das juntas de assentamento e de movimentação. A negligência da ação corretiva e preventiva pode resultar em futuro destacamento de revestimentos, risco de acidentes, relevante aumento do serviço a ser contratado e assim por diante.


Na engenharia de manutenção é consideravelmente comum ser necessário refazer todo um serviço pois a manutenção / recuperação do antigo não é mais viável, devido a negligencia das ações preventivas.

“Prevenir é melhor do remediar”, é muito mais do que um antigo ditado, é uma verdade absoluta na engenharia de manutenção sendo no mínimo racional e financeiramente aconselhável atuar no momento adequado.

exemplo classico de necessidade de execução de novo reservatório, pois o antigo se encontra totalmente deteriorado não sendo viavel a recuperação   Exemplo de aumento de intensidade da manifestação patologica, onde infiltrações não corrigidas geram corrosão de armadura   Danos Causados em veiculo na garagem do condominio, por queda de revestimento por ausencia de manutenção em fachadas.