REFENS DO INVERNO

O Inverno se aproxima, e com ele muitas preocupações, a atenção do condomínio (consequentemente do síndico), que estava planejando a reforma da guarita, ou na construção do parque para crianças, se volta a contragosto, para o vilão do inverno: A Coberta do edifício.


Somos obrigados a mudar os planos, a deixar de lado o importante em detrimento do urgente, isso incomoda bastante, pior ainda é saber que apesar de todo esse transtorno urgente, no próximo inverno estaremos revendo a mesma novela. Por que ??? Porque as soluções oferecidas neste inverno, não são apropriadas, não seguem as normas de construção, em outras palavras são paliativos condenados a durar dias ou meses. 


A falta de recursos não justifica contratarmos o pedreiro da esquina para executar serviços que apenas profissionais (técnicos/engenheiros) ligados a uma empresa constituída, ambos devidamente credenciados pelo órgão responsável, o CREA, além de possuir a especialização e experiência necessária em serviços de impermeabilização e coberta, podem executar e oferecer as garantias obrigatórias.


A falta de recursos justifica sim, a execução de um planejamento com antecedência, uma atenção maior a serviços que quase sempre prejudica apenas alguns (moradores da coberta), mas é responsabilidade de todos.


Seguem abaixo algumas informações simples, mas úteis, para não atuarmos com paliativos que virarão pesadelos, especialmente quando o fazemos acreditando estarmos dando soluções duradouras.


  1. A Coberta é constituída de alguns componentes: a) Calhas, b) Telhados, c) Algeroz/Rufos, d) Lajes descobertas (casa de máquina / reservatório e etc.). É importante sempre que possível os serviços sejam contratados cobrindo todos esses itens, talvez seu problema atual não esteja em todos os itens, isso fará você atuar não apenas corretivamente, mas também preventivamente, o que é um princípio importante na manutenção. Esse procedimento fará com que você equalize sua garantia dos serviços, você não vai sofrer pela infiltração da calha neste ano, e pela laje no ano que vem. Além de que no caso de necessidade de utilização do certificado de garantia fornecido pela empresa credenciada, ela que foi contratada apenas para a impermeabilização da calha, não poderá culpar a laje não impermeabilizada ou vice-versa.
  2. A questão da utilização do material adequado é também fundamental, é comum ouvir : “..tal material não é bom , usei-o em minha laje e não funcionou...” é possível que o material seja ótimo, apenas não era adequado para o fim que você empregou ou eventualmente aplicado de forma inadequada. Existem impermeabilizantes: Rígidos e Flexíveis, uma terceira opção: a semi-flexível , é mais prudente considerá-la como da família dos rígidos . Na impermeabilização de lajes de cobertas, pilotis, calhas, rufos, etc...áreas que estão sujeitas a trabalhos mecânicos e térmicos é necessário aplicar uma impermeabilização flexível como: cimento polimérico, emulsões e soluções asfálticas, ou até mesmo acrílicos, muitos desses sendo utilizados estruturados. Uma opção bastante adequada e utilizada seria a pré-fabricada manta asfáltica devidamente estruturada, possivelmente o melhor custo beneficio para o caso apresentado.
  3. Por fim é importante lembrar que é fundamental especificar adequadamente, contratar bem e fazer uma fiscalização que comprove a execução, mas isso não é tudo, é necessário o cuidado durante a operação condominial diária. A garantia fornecida pelas empresas tem limites, por exemplo: não adianta impermeabilizar a laje, para depois perfura-la para fixação de algum brinquedo, não adianta recuperar toda a coberta e não controlar o transito sobre ela, a garantia não tem função nenhuma diante de uma telha quebrada, isso nos faz lembrar de uma orientação básica: Todo o acesso da coberta precisa ser controlado e acompanhado por funcionário do condomínio e este deve ser orientado sobre os cuidados que devem existir.

No mais tenhamos todos um inverno tranqüilo